Pular para o conteúdo
Começar

Para famíliasSaúde

Crianças pequenas e telas: o que dizem as recomendações e como equilibrar

Quanto tempo de tela é recomendado para crianças pequenas, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, e dicas práticas para equilibrar o uso em casa.

Equipe Redinha · · 3 min de leitura

Celular, tablet e TV fazem parte da vida de todas as famílias. E, convenhamos, um desenho às vezes salva o jantar. Mas, na primeira infância, o tempo de tela merece atenção, porque é uma fase de desenvolvimento muito rápido, em que a criança aprende principalmente brincando, se movimentando e interagindo com pessoas.

O que dizem as recomendações

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta, de forma resumida:

  • Menores de 2 anos: evitar a exposição a telas.
  • De 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia, sempre com supervisão de um adulto.
  • Nenhuma tela durante as refeições e nas horas antes de dormir.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem recomendações semelhantes para a primeira infância.

Por que o cuidado

  • O cérebro da criança pequena aprende na interação: conversa, olho no olho, brincadeira.
  • Tempo de tela costuma substituir tempo de brincar, de se movimentar e de dormir.
  • O sono pode ser prejudicado, especialmente com telas à noite. Leia Sono da criança e rotina escolar.
  • Conteúdos rápidos e muito estimulantes podem tornar mais difícil para a criança se concentrar em atividades mais calmas.

Dicas práticas para equilibrar

Crie momentos sem tela

Refeições, o caminho para a escola, a hora antes de dormir e os primeiros minutos depois de buscar a criança na escola são ótimos momentos para deixar as telas de lado.

Assista junto

Quando houver tela, prefira assistir com a criança, conversar sobre o que aparece, cantar as músicas. A experiência fica muito mais rica.

Escolha bem o conteúdo

Prefira conteúdos adequados à idade, mais lentos e com boas histórias. Evite vídeos em sequência automática, que dificultam parar.

Combine e antecipe o fim

"Mais um episódio e depois vamos tomar banho." Avisar antes ajuda na transição. Um timer visual também funciona.

Ofereça alternativas

Muitas vezes, a tela é a opção mais fácil porque as outras não estão à mão. Deixe livros, massinha, blocos e materiais de desenho acessíveis.

Observe o seu próprio uso

Crianças aprendem pelo exemplo. Momentos em família com os celulares guardados fazem diferença para todos.

Sem culpa

Equilibrar não significa nunca usar. Há dias de cansaço, de doença, de viagem. O importante é que a tela não ocupe o lugar do brincar, do sono e da convivência na maior parte do tempo.

E a escola?

Na educação infantil, a maior parte das escolas prioriza o brincar, o movimento e a interação, com pouco ou nenhum uso de telas pelas crianças. Se tiver dúvidas sobre como isso funciona na escola do seu filho, pergunte na reunião de pais. Veja Reunião de pais: o que perguntar.

A tela a favor da família

O celular também pode aproximar a família da escola. Nas escolas que usam a Redinha, os pais recebem as fotos e os recados do dia num mural fechado da turma. Uma boa ideia é ver essas fotos junto com a criança, à noite, e conversar sobre o que ela viveu. É tela que vira conversa. Veja também Perguntas para fazer depois da escola.

Achou útil? Mande para quem precisa ler.

Enviar no WhatsApp

Queria isso na escola do seu filho?

A Redinha junta fotos, recados, agenda e avisos da escola num app fechado, que só as famílias da turma veem. Mande para a escola e conte que você gostaria de ter.