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Mordidas na escola: por que acontecem e como a família pode agir

Mordidas são comuns entre crianças pequenas. Por que acontecem, o que fazer se seu filho foi mordido ou se ele morde, e como falar com a escola.

Equipe Redinha · · 3 min de leitura

Poucas coisas mexem tanto com uma família quanto buscar o filho na escola e encontrar uma marca de mordida. A reação imediata costuma ser de raiva, preocupação e vontade de saber quem foi. E, quando é o próprio filho que morde, vem a vergonha e a dúvida sobre o que está fazendo de errado.

Respire: mordidas são muito comuns na primeira infância, especialmente entre 1 e 3 anos. Elas fazem parte do desenvolvimento e, na grande maioria dos casos, passam com o tempo e com o manejo certo.

Por que as crianças pequenas mordem

Elas ainda não têm palavras

Uma criança de 1 ou 2 anos sente frustração, raiva, ciúme e cansaço, mas ainda não consegue dizer "isso é meu" ou "estou bravo". A mordida vira uma forma de comunicação.

Exploração

Bebês e crianças pequenas exploram o mundo com a boca. Às vezes, a mordida é curiosidade, não agressividade.

Dentes nascendo

O desconforto dos dentes nascendo pode levar a criança a morder objetos e, às vezes, pessoas.

Excesso de estímulos

Ambientes cheios, barulhentos, ou momentos de muita disputa por brinquedos podem levar a mordidas.

Busca de atenção

Algumas crianças percebem que a mordida provoca uma reação forte dos adultos, e isso pode reforçar o comportamento.

Se seu filho foi mordido

  • Acolha a criança e o seu sentimento. É normal ficar chateado.
  • Converse com a escola de forma calma, em particular, para entender o que aconteceu e o que está sendo feito.
  • Não exija saber quem mordeu. Muitas escolas não revelam, e com razão: o objetivo é cuidar das duas crianças, não criar um conflito entre famílias.
  • Não leve o assunto para o grupo de WhatsApp. Expor uma criança de 2 anos não resolve o problema e cria um clima ruim. Leia Grupo de WhatsApp dos pais.
  • Observe a marca. Em geral, é superficial. Se a pele romper ou houver sinais de infecção, procure o pediatra.

Se é seu filho quem morde

  • Não se culpe. Isso não significa que a criança é agressiva ou que a família está fazendo algo errado.
  • Não morda de volta "para ele ver como dói". Isso ensina que morder é uma forma aceitável de resolver conflitos.
  • Reaja com firmeza e calma: "Não pode morder. Morder machuca." Depois, dê atenção à criança que foi mordida.
  • Ajude a criança a nomear sentimentos: "Você ficou bravo porque ele pegou o carrinho, né?"
  • Ofereça alternativas: "Quando ficar bravo, você pode dizer 'não' ou chamar a professora."
  • Converse com a escola para alinhar a forma de agir em casa e na escola.

O que a escola costuma fazer

Escolas de educação infantil têm experiência com mordidas. Em geral, a equipe:

  • observa quando e em que situações as mordidas acontecem;
  • antecipa situações de conflito e organiza o ambiente;
  • acolhe a criança mordida e conversa com a que mordeu;
  • comunica as famílias, com cuidado e sem expor ninguém.

Quando buscar ajuda

Se as mordidas são muito frequentes, continuam depois dos 3 ou 4 anos ou vêm acompanhadas de outras dificuldades, vale conversar com o pediatra e com a escola para entender melhor o que está acontecendo.

Comunicação com a escola

Assuntos como esse pedem uma conversa individual, nunca em grupo. Veja dicas em Como se comunicar com a escola. Em escolas que usam a Redinha, os avisos coletivos ficam no mural fechado da turma, e o que é individual fica para a conversa direta com a professora ou a coordenação, sem expor nenhuma criança para as outras famílias.

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